Opala Prime - Opalas de Pedro II

AS OPALAS NOBRES E PRECIOSAS

GENERALIDADES

São consideradas as mais belas gemas que encontramos na natureza e que, frequentemente, apresentam um maravilhoso jogo de cores, branca, verde, preta, amarela, laranja, vermelha, rosa, marrom, violeta, cinza, lilás, que se assemelham a centenas de brilhantes, ondulantes ou pequenas bandas flamboiantes.

As opalas nobres são materiais que necessitam para a sua formação de condições específicas. Quando essas condições são atendidas, as minúsculas esferas sílica que constituem a estrutura interna de todas as opalas nobres podem se agrupar e se empilhar e vão constituir a rede regular. Os raios luminosos que atravessam a sua estrutura são aprisionados por essa rede regular e seccionados em diversos componentes espectrais de onde emerge o jogo de cores (diversidade de cores). (P.Darragh;J. Sanders,1965). Esses minerais apresentam brilhos variáveis, vidrentos e subvidrentos, que estão em relação com o arranjamento das pequenas esferas de sílica. Na matriz branco-leitosa ou brilho opalino, transparente ou translúcida, a diversidade de cores está ligada a um fenômeno luminoso de irização de aparência azulado-leitosa ou brilho opalino. É uma consequência da reflexão da luz, fenômeno conhecido como opalescência.

A maior parte das gemas e particularmente das opalas nobres apresentam uma superfície caracteres da opalescência, algumas figuras luminosas e pequenas bandas. Esse fenômeno, conhecido como “sebillieren’, nada tem haver com a própria coloração da opala, nem com a presença das impurezas, nem com a composição química. Sua origem está relacionada aos efeitos da reflexão e da difração da luz na rede cristalina da opala.

A opalização é outro fenômeno conhecido nas opalas nobres. Trata-se de uma variação o jogo de cores, em função de rotação da opala. Segundo W.Schumann (1976), isso é devido ao arranjamento das pequenas esferas inclusas na massa de sílica gel e que determinam os fenômenos da reflexão ou da interferência da luz, dando nascimento a opalização.

VARIAÇÕES DE OPALAS NOBRES

As variedades de opalas nobres são as seguintes: Opala branca, opala azul, opala amarela, opala cinzenta, opala negra, opala semi-negra, opala cristal, opala leitosa nobre, hidrofana ou opala d’ água.

Opalas brancas: correspondem às opalas nobres de coloração esbranquiçada com um jogo de cores. Essas variedades são as mais abundantes na região de Pedro II, no estado do Piauí.

Opalas azuis: São aquelas cuja matriz está caracterizada por uma coloração azulada com a presença de um jogo de cores vermelho ou verde. Algumas vezes, na estrutura das opalas azuis podem ser notadas finas bandas com uma coloração azul mais forte que é a cor geral da gema. Essas opalas são também abundantes em Pedro II.

Opalas amarelas: Essas gemas possuem a cor amarela ou as colorações amareladas, pardo-amarelada e bege. O jogo de cores é uma predominância do vermelho, verde e azul, às vezes, violeta.

Opala cinzentas: Apresentam uma coloração acinzentada clara ou cinzenta escura com jogo de cores variados.

Opalas negras: São as mais raras. Elas apresentam sempre um corpo colorido em preto, azul, azul escuro, verde ou marrom escuro, formando um contraste muito pronunciado com o jogo de cores. Essas opalas nobres atingem preços elevadíssimos no mercado das gemas. Os exemplares que são encontrados em Pedro II apresentam as cores azul, azul escuro e marrom escuro.

Opalas seminegras: São as opalas nobres, de cor cinza escuro, por vezes cinza claro com um espetacular jogo de cores. Elas são igualmente raras e constituem-se, ao lado das opalas nobres negras, em gemas muito apreciadas em todo o mundo.

Opala cristal: Apresenta sempre um corpo transparente ou translúcido à luz do dia. Elas mostram uma matriz de aspecto leitoso.

Opalas leitosas nobres: Apresentam-se no corpo branco, totalmente leitoso com um jogo de cores, onde o vermelho, laranja e o verde são predominantes.

Opalas hidrofana: São aquelas que possuem uma coloração característica branca leitosa, translúcida e opaca e um jogos de cores.

Essa opala possui a facilidade de absorver uma grande quantidade de água, quando nela é mergulhada e perde seu aspecto branco leitoso, tornando-se muito clara, transparente.

Remarque: Existe um tipo de opala nobre que é conhecida pelo nome de Cachlong. Essas pedras são opacas, muito porosas, de colorações esbranquiçadas branco-azulado-leitoso, branca porcelana, amarelada, amarelada escura, marrom clara, e às vezes avermelhada.

Essa opala, após um tempo de imersão na água, guarda seu jogo de cores, mas não fica transparente, dai a diferença é hidrofana. Ela é conhecida como “pedra mágica” po causa desse fênomeno, C.Slader (1958) considerou a opala Cachlong como um tipo intermediário entre a calcedônia e a opala. Alguns autores consideram essa pedra como opala comum ou como uma variedade hidrofana.

As opalas nobres mostram, mesmo em lâmina delgada, esplêndidos jogos de cores e suas associações com quartzo sílica cripto-cristalina, quartzo microcristalino, calcedonita e a lussatita são remárcaveis e constituem a paragênese que podemos destinguir nos arenitos mineralizados. As opalas nobres são encontradas como preenchimento de fraturas, fisuras, veios e vênulas que seccionam essas rochas, ou então em cavidades e nos interstícios existentes entre os cristais de quartzo e feldspato. Nesse caso, nota-se uma película de opala que envolve, primeiramente esses cristais. Essa opala corresponde ao primeiro gel de sílica que se solidificou. Em seguida observamos uma fase límpida e mais desenvolvida onde o jogo de cores está presente: esta corresponde à opala nobre